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sábado, 30 de dezembro de 2017

Festa de Andes destina ajuda ao Educandário e Casa de Santa Clara

A Festa de Andes dedicada a Nossa Senhora Aparecida, que ocorreu no mês de outubro cumpre a sua meta de ajudar novamente as entidades de Bebedouro. Desta vez as Entidades contempladas foram o Educandário Santo Antônio e a Casa Abrigo de Santa Clara. Cada uma delas recebeu a quantia de R$ 20.000,00. Através desta nota tornamos pública a ajuda remetida pela nossa Comunidade de Andes a estas entidades sociais que prezam pelo cuidado de Crianças e Adolescentes. Da mesma maneira, queremos agradecer a Comissão de Festa, paroquianos e todos os benfeitores que a seu modo contribuíram para que esta festa obtivesse o sucesso que teve.
Por isso, nós, Frei Edson e Frei Luis, pedimos que Deus vos abençoe na vossa generosidade e que jamais vos falte nada nos vossos empreendimentos.
Paz e Bem!





Então é Natal


PROGRAMAÇÃO DE NATAL E ANO NOVO


sábado, 17 de junho de 2017

Um Coração nos Ama!



No dia 23 próximo, celebraremos às 20h00 em nossa Paróquia a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, uma festa que traz consigo um sentimento de desagravo, de desfazer o desamor pelo qual a humanidade não se relaciona com o Deus Encarnado: “Eis aqui o coração que tanto amou os homens, até se esgotar e consumir para testemunhar-lhe seu amor e, em troca, não recebe da maior parte senão ingratidões, friezas e desprezos”.
Em Paray-le-Monial, na França, a freira Margarida Maria Alcoque teve as visões do Sagrado Coração de Jesus que lhe mostrava a necessidade de difundir essa devoção para o mundo inteiro, e da necessidade de rezar pelos pecadores. Margarida que viveu de 22 de julho 1647 a 17 de outubro de 1690 viveu uma vida humilde e muitas vezes fora incompreendida ou desacreditada por causa dessas visões. No último período de sua vida recebeu a graça de ver o pedido do Sagrado Coração se realizar, pois mais e mais pessoas, inclusive descrentes, se devotarem.
A espiritualidade do Sagrado Coração se expressa na grande devoção que se difundiu pelo mundo e o Papa Leão XIII, em 1889, consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus e o Papa Pio XII, meio século depois, em suas encíclicas, recomendou esta devoção que nos leva ao encontro do Coração Eucarístico de Jesus. Ainda antes, em 1856, o Papa Pio IX já prescrevia a festa, que já era uma tradição franciscana, para toda a Igreja.
Esta solenidade que se estende ao longo do ano através da celebração das primeiras sextas-feiras do mês celebra o maravilhoso e inefável mistério de um Deus que ama aos homens de maneira infinita. Torna-se um de nós! Revive para os discípulos de Cristo o quanto é amável o escândalo da Cruz que só possível àquele que primeiro amou a nossa condição humana. Outras religiões reveladas estarrecidas ficam aquém deste Amor escandaloso, e estagnadas em um Deus inacessível não creem que Ele pode se fazer um de nós, e assim não percebem a natureza divina do Amor de Cristo.
O Sagrado Coração expressa o Amor de Deus que se fez homem, e sendo assim é o mistério que inclui a Encarnação, a Paixão, a Morte, a Ressurreição e o nascimento da Igreja, e porque não dizer o fim dos tempos, porque o mesmo Sagrado nos disse: “No fim, Eu vencerei”. O Sagrado Coração, portanto, é a manifestação do Verbo Divino, daquele que realmente nos promete de maneira absoluta e por isso à Santa Margarida deixou suas promessas para todos aqueles que lhe devotarem.
São doze promessas que todo Católico tem que conhecer e amar:
1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;
2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”; 3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”; 4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;
5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”;
6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;
7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias”;
8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”;
9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;
10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”; 11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;
12ª Promessa: “A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.
Ter o nome inscrito Coração de Jesus, como nos diz a 11ª Promessa, é o que verdadeiramente importa. Teremos grande Graça se estivermos perto desse Coração que é o centro do mundo, não importando quão vil seja nossa condição nessa vida presente, mesmo que estejamos na condição de condenados ou réprobos como o ladrão arrependido que teve a ventura de morrer ao lado de Cristo!
“Senhor Jesus Cristo, manso e humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!”

Frei Edson

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Festa do Corpus Christi em Bebedouro

Aconteceu ontem 15 de junho em Bebedouro e as sete paróquias a celebração da Eucarístia.
para lembrar: A Festa foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.
segue abaixo fotos:









terça-feira, 13 de junho de 2017

PRÉVIAS SOBRE A HISTÓRIA FUNDACIONAL DA CUSTÓDIA: O INÍCIO DA MISSÃO ITALIANA NO BRASIL”

As fundações brasileiras e a necessidade de religiosos nestas terras
A região eclesiástica de Jaboticabal abrangia um território vasto no interior do Estado de São Paulo, com localidades que hoje fazem parte das dioceses de Barretos, Catanduva, Franca com uma extensão de 14.000 Km2, e com uma população total de 350.00 habitantes, dentre estes, 242.500 os católicos – de acordo com os anuários oficiais da Província de Nápoles, datados de 1945. A necessidade de sacerdotes e religiosos era grande, a diocese contava com dez padres seculares e nove religiosos para o atendimento à 24 igrejas Paroquiais e 79 comunidades (muitas delas vilarejos com capelas edificadas e propensas a serem novas Paróquias). Devido ao fato de a região ser muito promissora quanto ao crescimento populacional e migrações dos brasileiros à procura de melhores condições de vida, havia carência de presença religiosa de modo que se marcasse também,para além do atendimento espiritual das almas, o âmbito social e cultural.
A história nos aponta para a presença de diversos missionários,sejam eles religiosos ou padres seculares que atuaram nas terras jaboticabalenses. Temos relatos de missionários oriundos da Espanha atuando, por exemplo, na cidade de Bebedouro antes da chegada dos Frades na Paróquia São João Batista; destacam-se também a presença de diversos religiosos em outras comunidades interioranas da diocese, como por exemplo, os Frades da Ordem Agostiniana Recoleta (OAR), que atuaram no município de Pirangi e região, dentre outros.
Criada pelo Papa Pio II por meio da Bula “Sollicitudo Omnium Eclesiarum”, de 25 de janeiro de 1929, desmembrada da diocese de São Carlos e instalada os 16 de julho do mesmo ano, a Diocese de Jaboticabal teve como primeiro Bispo administrador Dom José Marcondes Homem de Melo, então Bispo titular de São Carlos. Este exerceu sua missão até o momento em que a Santa Sé designou como o Bispo Titular da referida Diocese, Dom Antônio Augusto de Assis, Arcebispo Bispo, que a diocese entre os anos de 1931 e 1961. Note-se que mesmo assumiu o Pastoreio do Povo de Deus com o intuito de desenvolver tanto o apostolado em relação à cura das almas, quanto os trabalhos junto ao meio secular para o progresso e desenvolvimento da comunidade eclesiástica local.
Foi durante o apostolado de Dom Antônio Augusto de Assis que os Frades foram convidados a enviar os seus missionários a estas terras.  Vale destacar que havia um primeiro interesse em oferecer a paróquia Nossa Senhora Aparecida, sediada no município de Jaboticabal, ao cuidado dos religiosos franciscanos, dados que se confirmam por meio dos documentos encontrados até então, mas o interesse do então bispo, a partir de uma observação da distribuição territorial dos frades nas casas que lhes foram entregues à época, era também que os religiosos assumissem o pastoreio de outras comunidades mais afastadas da sede diocesana, como Guaraci, Cajobi e Olímpia, por exemplo. Embora a presença religiosa Franciscana em terras brasileiras remonte a tempos de Pedro Álvares Cabral, os Frades passaram a ocupar o interior do Brasil com maior intensidade apenas a partir do século XX.  E destaque-se que, já no início do referido século encontramos fundações de diversas comunidades religiosas minoríticas em diferentes localidades do interior, do norte do sul e do centro-oeste brasileiro. Tais fundações aconteceram em momentos diferentes da história de cada Província mãe da região que as acolheu, sendo,  por  incrível que pareça, muitas das vezes iniciadas pelos mais diferentes motivos aparentes.
Desse modo, temos que as províncias europeias – primeiramente sendo fortemente incentivadas pela política vaticana (já relatada em artigos anteriores), que favorecia a implementação e o desenvolvimento catequético da religiosidade na América Latina a fim de estreitar os laços do continente Ameríndio à Santa Sé – passaram a enviar seus missionários e, paulatinamente, acabaram por criar um mosaico de províncias e fundações caracterizadas por serem fiéis herdeiras do seu legado provincial europeu e tradições espirituais da Ordem. Estas fundações, financiadas pelas províncias-mães, acabavam por transformar-se numa grandiosa rede de investimentos financeiros e de mão-de-obra “especializada” na função à qual se direcionavam, servindo para auxiliar tanto o governo brasileiro quanto às Igrejas Particulares que as recebiam.
As pesquisas históricas apontam para o grande interesse que a Igreja possuía em convidar os religiosos (ramos masculino e feminino) para assumirem frentes de trabalho no interior do território nacional. Primeiro porque a presença religiosa garantia a cura das almas por meio de um número grande de membros das ordens e congregações, fossem eles padres, irmãos ou irmãs consagradas; outro fator é que o cuidado dos religiosos para com o povo local geralmente dar-se-ia com fundações de obras caritativas, muitas vezes por meio de investimentos estrangeiros, ou mesmo desenvolvimento de apostolados específicos de acordo com a necessidade da população, como as escolas e colégios, orfanatos ou asilos. A tudo isso se acrescente também o fato de que, em diversas regiões, onde a Igreja carecia de estruturação e de construção das instalações eclesiásticas e complexos pastorais adequados, a presença dos religiosos acabava sendo um elemento importante, exatamente porque estes serviam de canalizadores constantes de doações e benefícios oriundos das províncias-mães, o que favorecia imensamente o enriquecimento do patrimônio Eclesiástico local garantindo a construção de igrejas, escolas, creches, orfanatos e outras instituições caritativos em favor do povo, facilitando, assim, o trabalho das estruturas governamentais.
Sobre as fundações minoríticas, temos algumas que merecem maior destaque, exatamente porque não podemos deixar de citar a chegada de outros religiosos da Família Franciscana.  Desse modo, encontramos a presença dos Frades Conventuais (OFMConv) no Brasil a partir do ano de 1947, algo até recente se comparado aos Frades Capuchinhos (OFMCap), que remetem a sua primeira Fundação à 1612, como o ano da instalação em terras brasileiras, quando os primeiros capuchinhos franceses chegaram a São Luís do Maranhão, trazidos juntamente com as caravanas de Maurício de Nassau.  Vale destacar ainda, sobre os Capuchinhos, que o Brasil viverá uma invasão dos respectivos frades oriundos da Itália a partir de 1887. Tudo isto levando-se em consideração que a vida religiosa no Brasil, desde os tempos do governo de Marquês de Pombal até a Proclamação da República, passara por diversas crises, inclusive com fechamento dos Noviciados, o que será remediado apenas a partir de 1889, quando a República passará a favorecer também a atuação dos religiosos e, com isso, a vida religiosa consagrada em território brasileiro passará a desenvolver-se com maior facilidade e liberdade junto às instâncias governamentais.
Somando-se a tudo isto, torna-se imperativo o destaque para a presença dos Frades Menores (OFM) no interior do Brasil os quais, entre crises e sobressaltos, passando pelas mesmas dificuldades em relação aos governos brasileiros – que as outras Ordens também sofreram – serão também os responsáveis pelo envio e fundação de numerosas comunidades de religiosos pelo interior do país. Precisamos mencionar o fato de que as províncias europeias não pouparam esforços para enviar seus representantes à estas terras, e vale-se lembrar que os documentos históricos, principalmente os que temos de nossa Custódia, apontam para a preocupação dos superiores em “escolher” os irmãos mais aptos para as missões. Fosse para marcar seu território e contribuir com a formação do povo de Deus no Brasil, ou ainda para auxiliar os bispos junto ao cuidado das almas, os frades eram enviados com grande atenção e solicitude, recebendo inclusive bênçãos pontificais para tal intento.
Cabendo aos bispos ou autoridades escreverem pedindo frades, o desejo de responder ao próprio chamado franciscano de missionariedade, algo fortemente proposto na época, e o anseio pela evangelização “ad gentes” proporcionou uma riqueza incomensurável ao Brasil, que acabou por tornar-se um belíssimo mosaico franciscano construído e organizado a partir da vinda dos frades europeus e norte-americanos. Desse modo, o interior do país recebe os religiosos de braços abertos, e estes, não mediram esforços para iniciar desde sua chegada, as transformações sociais, culturais e religiosas, frutos deste impacto de culturas.  Podemos afirmar que o Brasil, por diversas vezes, presenciou uma verdadeira “europeização” da fé Católica Romana, onde os missionários tornaram-se implantadores de seus costumes e modos religiosos de ser ao estabelecerem contato com as comunidades locais.
A fim de melhor compreender e visualizar tais fatos, destacaremos a partir de agora as principais Fundações,os territórios onde estas se desenvolveram e as suas inter-relações com as províncias de origem e de umas com as outras. Note-se que são ambientes onde a religiosidade popular carecia de padres e religiosos, deste modo podemos afirmar que a Ordem dos Frades Menores sempre procurou colocar-se junto àqueles ambientes onde a Igreja mais precisava.
Frei Everton Leandro Piotto, OFM

Paroquianos de Bebedouro em Aparecida

Comunidade franciscana da paróquia Sagrado Coração de Jesus foram em romaria em Aparecida para celebrar o Ano Mariano, celebraram esse momento com muita fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida.